sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Refletindo $$$ sobre a FIV

Queridas, olá!

Agora estou na fase de pesquisar os casos de sucesso de FIVs... E claro, estou 'dando de cara' com um monte de mulheres que tentaram em diversas clínicas no RJ (e no Brasil) 2, 3,4,5, 6 e até mais vezes!!!! Gente, confesso que me assustei. Não com a persistência, isso eu também tenho e de sobra. Mas a pergunta que não quer calar é: onde elas arrumaram tanta grana pra isso???
Passei pela triagem, sei que os preços são beeem salgados! Muitas dessas que citei não comentam como fizeram, mas sinceramente, deveriam. Deve haver alguma condição como, por exemplo, o aproveitamento da medicação anterior, achar parceiras para dividir, sei lá... Mas gostaria muito de saber!
Claro que já ouvi falar de casos de gente que vende carro e até apartamento. Vou ser bem sincera com vcs: eu não faria isso não... Talvez se fosse um carro 'stand by', sabe aquele veículo que vc tem que pedir ao porteiro para ligar de vez em quando para ele não enguiçar de tanto tempo que está encostado? Do contrário, não concebo a idéia de estreitar minha vida financeira para ter um bebê... Vou explicar: acho que tenho um pouquinho mais de privilégio do que um futuro filho(a), né? Estou nesta vida há mais tempo, batalhei pra ca%ˆ&* pra chegar onde cheguei e agora que estou numa situação legal e confortável, vou perder tudo por conta de e-g-o? Sim, ego! Porque eu acho que tem limites o fato de se desejar um filho. Por que esse filho(a) tem que ter de qualquer e absoluta maneira meu DNA? Por que tem que parecer comigo? Ou com meu marido? Ou quem sabe ter meu "gênio"? Ah, por favor rsrsrs!
É claro que se eu posso tentar ter um filho com o meu marido, ótimo, é perfeitamente NATURAL! Vamos lá! Já separei a grana, já estou me preparando cronologicamente para os exames e tudo mais. Mas se der errado, vou tentar apenas onde meu limite financeiro vai: duas vezes. É o que posso dispor sem me encrencar. Meu marido ainda está em fase de estudos para magistratura e a casa está na minha conta rsrs. E se não rolar nessas duas vezes, vamos partir para adoção. O mais importante é o amor que nós temos pra dar, independente se nossos filhos terão nossos genes ou não.
Toda vez que tiver oportunidade, vou repetir: a vida é muito sucinta para vivermos de inverno. A gente tem que pensar em viver o futuro da melhor maneira possível, mesmo que carreguemos na bagagem milhões de frustrações. Elas devem ficar embaladinhas à vácuo rsrsrs!!!! Bem espremidinhas, não ocupando muito espaço, apenas o necessário para lembrarmos o valor da luta. Esta sim, deve ter uma enorme ocupação em nossos corações...São a origem de nossa resistência.
Ahhh, falei demais, chega! rsrs
Amores, agora vai um textinho bonitinho do antigo casal 20 da TV brasileira, comentando sobre a FIV que fizeram. Vale ler, é muito sincero. Beijo e até a próxima!

Fátima, Willian e os trigêmeos 

A decisão de engravidar 

Quando voltei da Copa da França em 1994, eu e o Willian começamos a pensar pela primeira vez em ter um filho e paramos de evitar a gravidez. Mas, como a coisa não aconteceu, resolvemos comprar um apartamento, arrumá-lo e esquecemos a história de filhos. Antes de eu ir para as Olimpíadas em 1996, nós conversamos seriamente e decidimos que, quando eu voltasse, iríamos tentar novamente um filho. Naquela época, estávamos casados há seis anos e achávamos que já era tempo de ter um filho. Eu estava muito certa que queria ser mãe e o Willian de ser pai. É muito importante o casal estar convicto disso porque, do contrário, acaba sendo uma roubada. 

Quando eu voltei das Olimpíadas, resolvemos fazer uns exames porque, mesmo sem evitar, a gravidez não acontecia. Descobrimos que a minha ovulação estava irregular e que o Willian tinha uma produção insuficiente de espermatozóides. Minha médica sugeriu dois caminhos: eu teria de fazer um tratamento para manter minha ovulação constante e o Willian tinha de fazer uma investigação para saber o motivo dessa baixa produção de espermatozóides. Não sabíamos se era uma questão genética, ou algo momentâneo. Ele fez uma série de exames e um deles mostrou que ele não foi “programado” para ter aquela baixa produção, ou seja, não era um problema genético, e que algum outro fator teria ocasionado o problema. Ele teria que iniciar um tratamento, que duraria uns seis meses, e se não surtisse efeito, teria que partir para um outro tipo de tratamento. Isso já era setembro ou outubro de 1996 e achamos que ia demorar muito tempo. A outra opção seria a fertilização. Eu conversei com a minha médica, Ângela Batista, e ela me indicou o Centro de Reprodução Humana Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto [atualmente Centro de Reprodução Humana dr. Franco Júnior], que, segundo ela, era o pioneiro na América Latina na técnica ICSI. Além disso, ela sabia que jamais esconderíamos o fato do público, mas que não queríamos publicação ou divulgação disso antes, até porque a ansiedade aumentaria muito. 

As tentativas de fertilização 

Eu conversei primeiro com o dr. Franco por telefone, mandei todos os meus exames e do Willian e ele mandou um fax para mim e para a minha médica com um programa de medicamentos que eu tinha de tomar. Eu só o conheci pessoalmente no período da retirada dos óvulos, quando fui a Ribeirão Preto, em dezembro de 1996. 
Quando chegamos lá, ele (dr. Franco) explicou todo o processo e, após a fecundação dos óvulos, decidimos colocar três embriões. Lembro-me que, na hora da transferência dos embriões, ele falou que a parte dele estava feita e, a partir daquele momento, era com Deus. Achei o atendimento muito diferente, muito humano. Você não se sente um produto. E eu sentia que não era só porque somos de televisão. Ele (dr. Franco) tinha um super cuidado, me ligava para que eu fosse nos horários mais tranqüilos na clínica e, durante todo o processo, não soltou uma nota. Tanto que eu fiz essa primeira tentativa e não saiu nada na imprensa. Mas, infelizmente, a primeira tentativa não vingou. 
Eu estava certa que iria conseguir na primeira vez, por mais que o dr. Franco tivesse falado que era difícil. Mas eu estava tão eufórica que não acreditava que não ia dar certo. Isso nem passava pela minha cabeça. Eu lembro que naquela época, estava fazendo dedetização na minha casa e estávamos hospedados em um hotel no Rio, quando fiquei menstruada. A gente estava indo passar o fim-de-semana em uma casa que temos na serra quando 
comecei a sentir umas pontadinhas na barriga e começou um pequeno sangramento. Liguei imediatamente para o médico e ele recomendou repouso porque podia ser um sangramento relacionado com à fixação do embrião no útero, que às vezes pode acontecer. Mas, era menstruação mesmo. Eu não me senti nem um pouco traumatizada porque acho que o atendimento foi tão honesto, tão verdadeiro e tão claro que, por mais que eu achasse que ia dar certo, não consegui ficar arrasada, deprimida porque tinha sido suficientemente alertada para isso. Sabia que uma hora iria conseguir. 
Dois meses depois, voltei a ligar para o dr. Franco. Disse a ele que tanto fisicamente quanto emocionalmente eu me sentia muito bem para fazer uma nova tentativa. Comecei a tomar novamente a medicação. Uma das injeções, uma subcutânea, eu mesma me aplicava na perna. Mas não foi nenhum trauma. Eu estava muito determinada que era aquilo que eu queria e teria de ser daquela maneira. 
Em março de 1997 eu já estava lá de novo. Ele mudou o tratamento e eu consegui produzir mais folículos bons. Acho que produzi uns 11 embriões e decidimos transferir quatro para o útero. Lembro-me que perguntei quais as chances de engravidar que eu teria colocando os quatro. Ele me disse que seria entre 0,5% e 1%. Pensei: não estou aí. As chances de eu engravidar de três bebês ficavam entre 3% e 5%. Também pensei que estava fora. As chances de gêmeos eram de 20% e de ter um bebê, de 30% a 35%, que são as mesmas chances que normalmente a mulher tem de engravidar. O maravilhoso desse tratamento é que ele te coloca em condições de engravidar numa tentativa como se você e o seu marido não tivesse nenhum problema. É muito legal porque a gente sempre fica com a sensação que, uma mulher fértil e um marido fértil, num dia bom, tem 100% de chances de engravidar. E não é nada disso. Tanto que a infertilidade não é tratada antes de dois anos. Depois de ouvir tudo isso falei: doutor, eu trabalho em um veículo de massa, meu negócio é muita gente e eu não vou cair nessa malha fina de 1% ou 3%. Eu vou ter gêmeos ou um só. Pode colocar os quatro. Colocamos e ficamos na espera das duas semanas para fazer o teste de gravidez. 


A notícia da gravidez 

Eu ia fazer o exame numa segunda-feira, mas no dia 29 de março, sábado de Aleluia, acordei meio esquisita. Olhava para o café e tinha náuseas. Era estranho porque, desde os sete anos de idade, não tomo leite. De manhã só consigo beber uma imensa xícara de café preto. No domingo, outro sinal: a calça não fechava. Liguei novamente para o dr. Franco e ele disse que era normal acontecer um inchaço durante a fixação dos embriões, e, como eu estava muito ansiosa, ele falou para eu fazer o teste de gravidez ainda naquele dia. Fiz o exame e fui trabalhar. Naquela época, estava apresentando o Fantástico. Quando eu cheguei, o Willian me ligou avisando que minha médica tinha ligado para falar que o teste havia dado positivo. Foi muito engraçado porque, antes, eu pensava: quando eu estiver grávida, não vou contar para ninguém até os três meses de gravidez. Mas, quando desliguei o telefone, já entrei no camarim, cheio de maquiadores, dizendo que estava grávida. Foi aquela festa. A Sandra Anemberg, que apresentava o Fantástico comigo, fez aquela bagunça. Bom, três semanas depois fui fazer uma ultra-sonografia porque minha médica havia ficado desconfiada da alta taxa de hormônio apontada no Beta HCG. Ela já desconfiava de mais de um. Durante o exame, o médico do ultra-som, que me acompanhava há muito tempo, ficou conversando com a gente e demorou meia-hora para dar a notícia do primeiro bebê. Foi aquela festa. Depois de uns 20 minutos ele perguntou se estávamos preparados para mais emoção. Mais festa, alegria, era ótimo saber que teríamos gêmeos. Dali mais dez minutos de conversa, o médico disse que vinha mais emoção pela frente. Nessa hora o Willian falou: “pode procurar direito que algum lugar deve ter o quarto bebê”. Foi quando, finalmente, o médico disse que eram três bebês. É óbvio que ele sabia desde o início, mas queria ver até que ponto estávamos preparados para a notícia. O chato desse primeiro ultra-som é que um dos embriões era muito menorzinho, com uma chance de fixação pior que a dos outros. O médico até explicou que, em gravidez de trigêmeos, em 50% dos casos, um dos embriões não vinga e acaba sendo absorvido pelo endométrio. Era preciso esperar 15 dias para ver se ficariam mesmo os três. Aí começamos uma torcida porque queríamos os três de qualquer maneira. Quando voltamos para fazer um novo ultra-som, o embriãozinho havia se desenvolvido e lá estavam os nossos trigêmeos. 

A gestação 

As primeiras providência foram bem práticas. Trocamos o fogão de quatro bocas por um de seis, compramos mais uma geladeira, mais uma secadora, baldes, mamadeiras e assim por diante. 
O engraçado é que, desde o início, os bebês não mudaram de posição na barriga e todos já tinham um nome. Com três meses e meio eu já sabia que eram duas meninas e um menino e conseguia identificá-los na barriga. No ultra-som, o médico já escrevia: senhorita Laura, senhorita Beatriz. Foi muito bom acompanhar isso de perto desde cedo, saber quem estava se mexendo e conversar com cada um individualmente. Eu não fui uma grávida chata. Não reclamava de nada. Tudo estava bom para mim. Acho que isso muda, inclusive, sua relação com os filhos depois. 
Bom, com cinco meses e meio de gestação eu parei de trabalhar. Eu estava ótima, mas minha médica achou melhor eu parar porque estava começando a apresentar dilatação. Ela até pediu para o Willian ir junto na consulta quando anunciou que eu tinha de parar de trabalhar, para ver se ele me convencia. Quando eu cheguei para trabalhar na Globo, também me disseram: chega, vai para a casa descansar. Eu queria ainda fazer o último programa, mas não deixaram. Foi muito legal porque não tive a mínima preocupação com o trabalho. 
É muito importante que a mulher grávida saiba a hora de parar de trabalhar. Nessa época, a minha médica pediu para eu ir até a maternidade São José, onde eu viria a ter os bebês, para conhecer o centro de prematuros porque certamente os meus ficariam por algum tempo lá. A gente sempre está acostumada a ver foto de bebê recém-nascido rosadinho e bochechudo. Mas o bebê prematuro é muito diferente disso. Eu não quis entrar no centro, fiquei do lado de fora de roupão, e o médico começou a me explicar a importância de conseguir levar a gestação de múltiplos o mais adiante possível. Ele me mostrou um bebê que tinha um quilo e eu pensava: Meu Deus, pesa o mesmo que um pacote de açúcar, um mínimo, um nada. Depois ele me mostrou outro bebê, com 600 gramas, cheio de equipamentos, cuja mãe havia dado à luz duas semanas antes. Bom, resumindo, eu havia chegado ao hospital de táxi, sozinha, andando, lépida e fagueira. Quando saí, não conseguia nem parar em pé. Tive de sentar na cabine do guarda, enquanto esperava o táxi. Acho que a minha médica fez aquilo de propósito. Saí do hospital certa de que era a hora de parar de trabalhar mesmo. Com seis meses e pouquinho, houve um encurtamento do colo do útero e aí iniciamos um processo para enganar o organismo. Porque para ele, com o peso de três bebês, já estava na época do parto. A partir daí, fiquei mais deitada, tomando injeções de cortisona durante um mês para o amadurecimento dos pulmões dos bebês. 


O nascimento 


Os bebês nasceram com sete meses e três semanas no dia 21 de outubro de 1997. A Beatriz nasceu com 1,365 kg, a Laura com 1,525 kg e o Vinícius, com 1,730 kg. Mesmo com o baixo peso, eles não tiveram problema algum. Só tiveram que ficar internados para ganhar peso. A Laura e o Vinícius ficaram internados na UTI neonatal durante 23 dias e a Beatriz, 25 dias. No segundo dia, eles já saíram do respirador artificial e, a partir daí, foram ganhando peso gradativamente. Não houve susto algum. A previsão inicial era de eles ficarem dois meses na UTI, mas acabaram saindo bem antes disso. Aquele centro foi uma escola para mim. Ali aprendi a dar banho, trocar as fraldas e ensiná-los a mamar. Mas todo esse processo foi muito angustiante. O hospital faz até um trabalho com uma psicóloga, onde semanalmente você ouve histórias e bota algumas coisas para fora. É muito difícil ter alta do hospital e deixar as crianças lá. O parto foi numa terça-feira e tive alta no sábado. Tive de ficar um pouco mais no hospital porque, no dia seguinte ao parto, tive uma anemia forte. Não conseguia nem levantar da cama. Como ia ser difícil fazer o tratamento tradicional, porque eu ia querer ficar o tempo todo com as crianças, resolvemos partir para uma transfusão de sangue. Recebi uma ou duas bolsas de sangue e imediatamente já estava ótima. No dia em que tive alta, fui para casa, almocei e voltei para o hospital. E foi isso direto até o último bebê, Beatriz, ter alta no dia 16 de novembro, dia do aniversário do Willian. 

A chegada dos bebês 

Quando todos os bebês tiveram alta, nosso apartamento parecia uma usina. A máquina funcionava de manhã até a noite. Era uma média de 8 a 9 mamadeiras por criança. Era uma doideira. Eu tinha uma auxiliar de enfermagem, que está comigo até hoje, mas logo depois tive de contratar outra Depois, precisei contratar uma folguista. Para cuidar das crianças, além de mim que fiquei mais quatro meses em casa, tinha duas babás. Também podia contar com a ajuda dos meus pais, que até hoje vão visitar as crianças diariamente. 
Amamentei meus filhos até os três meses e meio. Acho que fui abençoada. Tive uma orientação muito legal sobre amamentação. Não foi uma coisa traumática. Como as crianças eram prematuras, elas tomaram primeiro mamadeira com um leite especial para depois pegar o peito. E depois, mesmo mamando no peito, eles sempre tomavam complemento com a mamadeira. O médico dizia que o importante na amamentação não era apenas o alimento em si, mas reestabelecer esse elo, esse afeto que é só da mãe e do bebê. Eu tinha um caderno, onde fazia um rodízio. A cada mamada, dois iam no peito e um na mamadeira. Na próxima, eu fazia a troca. No meu caso, a amamentação era muito mais importante afetivamente do que nutricionalmente. Quando eles começaram a ficar dois minutos no peito e ir direto para a mamadeira porque estavam mortos de fome, aí a gente parou com peito, mesmo porque eu já ia voltar a trabalhar. 

Volta ao trabalho 

Voltei a trabalhar depois de quatro meses. Foi bom porque no total foram sete meses e meio meses de licença, sem contar os meses das tentativas. Era muito tempo vivendo em função daquele sonho. E, com a concretização dele, era preciso continuar seguindo a vida normalmente. Até para que eles (os trigêmeos) fossem aquela parte boa que faltava e não um peso nas nossas vidas. Não tive nenhum remorso de ter que voltar a trabalhar. 
Desde os 11 meses eles fazem natação. A turma é só eles. São três professoras e três alunos. Quando a gente falta, as professoras ficam de folga. Com 1 ano e 3 meses, eles já foram para a creche. Eu deixo eles às 13h na escolinha e vou trabalhar. Quando eles saem, às 17h15, minha mãe já está lá em casa com as babás. Aí eles tomam banho, jantam e às 19h já estão dormindo. Eles ainda dormem no mesmo quarto, o que facilita as coisas. Eu continuo com as duas babás. Preciso de ajuda porque, quando a gente trabalha fora, tem que associar mil coisas e não dá para pensar em tudo ao mesmo tempo. Mas, o que eu acho mais interessante na gravidez múltipla é você conseguir tirar a culpa de não ser integralmente de um só. Acho que isso é muito mais um sentimento de mãe do que de pai. É um exercício constante tipo: eu não estou dando colo nesse momento para esse porque estou dando para o outro. Então como não me sentir culpada porque tem outros dois que não estão no meu colo. Aos poucos fui encontrando um jeito de me sentir mais satisfeita. Quando crescerem, eles vão perceber que tiveram o privilégio de ter dois irmãos da mesma idade. Irmão é sempre muito legal e irmão da mesma idade deve ser melhor ainda. Eu tenho minha irmã dois anos mais nova e teve um tempo que, mesmo sendo pouco tempo de diferença, era incompatível. É muito mais fácil sair para trabalhar e saber que estão os três brincando. Fico feliz de estar oferecendo isso a eles. Às vezes penso: tem mãe que pode passar os tempo todo com o seu filho, mas não oferece a eles o que eu estou oferecendo. É um jogo, uma brincadeira para que eu não me sinta culpada por estar trabalhando. É um esforço diário, mas acho que estou conseguindo. É uma experiência muito legal. É muito bom ter três formas diferentes de criança, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Mas uma coisa acontece: o que um faz, todos fazem, o que um quer, todos, pelo menos por um segundo, também querem. Até a bronca. A Beatriz, por exemplo, era pequeninha e não conseguia subir na cama. Quando os irmãos subiam e levavam bronca, ela tentava alcançar a cama subindo em um livro. Era engraçadíssímo ver ela parada, em cima de um livro, olhando para você, esperando a bronca. Eles têm momentos diferentes. Tem hora que um está mais carinhoso, o outro mais bravo, mas são super companheiros. Brigam como todos os irmãos, mas são bem unidos, se preocupam um com o outro. Quando um cai um na escola, choram os três. 


Vida a dois 

Eu e o Willian nunca fomos chegados em badalações. A gente sempre preferiu ficar em casa. Com as crianças, a nossa prioridade, sem dúvida, é para elas. Mas a gente tem um esquema. Eu sou muito organizada, às vezes brinco que a nossa casa parece um quartel. Eu poderia deixá-los dormir um pouco às 17h, quando eles chegam da escola, para eu chegar em casa, depois do trabalho, e encontrá-los acordados. Mas eu acho que preciso ficar sozinha com o Willian também. Eu mantenho essa escala deles dormindo às 19h30 porque, para eles, não faz diferença a hora que eu chego em casa. Eu posso chegar às 21h, 22h, 23h que não importa, porque eles já estão dormindo. O meu esquema com eles é das 7h, quando eu acordo, até as 13h, quando os deixo na porta da escola. Das 14h às 21h eu estou na Globo e, quando eu e o Willian saímos do trabalho, podemos fazer o que quiser. Ir jantar fora, ir ao cinema ou ir para casa, que é o mais comum porque quando chega essa hora já estou morta de cansada. Nos fins-de-semana estamos com eles o tempo todo. As nossas férias são divididas em dois períodos de 15 dias. No primeiro semestre é com eles e no segundo semestre a gente viaja sozinho. Eu acho que dá para equilibrar. Tem períodos que fica meio complicado. Agora, por exemplo, que voltamos de férias, o Vinícius está com mais dificuldades de ir para a escola. Diz que quer ficar com a mamãe e chora quando eu digo que vou trabalhar, quer que eu ou o Willian vá buscá-lo na escola, essas coisas. Aí dá vontade de rasgar o crachá e fazer bijuterias em casa. Eu ainda não estou nesse ponto, mas estou quase. Se uma semana ele não voltar ao normal, não sei se vou agüentar. A gente se sente aquele lixo, aquele trapo quando vê um filho chorando porque quer ficar com você e você não pode dar a atenção que ele quer. Mas eu tenho tanta certeza do quanto é bom para o filho ter aquela imagem de mãe que trabalha, tem as suas funções, que colabora com a manutenção da casa. Sempre acabo superando isso e seguindo em frente. Este ano (2000) mudamos para um casa e eles estão adorando. Estão até brigando menos 


rotina das crianças 

O pediatra sempre me dizia que eles são três, mas não podem se matar. Têm de ter outros amigos. E eles têm um monte. No condomínio onde eu morava tinha uma praciinha e todos os dias eu descia com eles para brincar com os coleguinhas. Reuníamos com umas 20 crianças. Agora no condomínio novo a gente ainda não fez amizade com os vizinhos, mas eu ligo para os amiguinhos do outro prédio e eles vão lá para casa. Eles também têm amigos na escola, na natação e vão a todas festinhas que são convidados. Eles têm uma vida absolutamente normal. A gente tenta dar uma preservada neles, mas às vezes é meio impossível. Eu sempre brinco com os coleguinhas da imprensa que eu não coloco capuz nas crianças, não os proíbo de ser fotografados, mas eu não marco matérias com eles. É diferente. Uma coisa é você agendar entrevista para fotografar uma criança de 2 anos. Isso eu não faço. Outra coisa é estar passando na rua e ser fotografado, aí acho que não tem problema. Eles vão ter que aprender a conviver com isso. Mas eles podem não gostar. Eles nunca vão poder dizer que eu os obrigava a ficar fazendo fotos. Quando eles estiverem maiorzinhos e quiserem participar de alguma matéria, aí tudo bem. Mas, por enquanto, não quero expô-los. Não quero que eles sejam vistos pelos coleguinhas da escola, da pracinha ou da natação de maneira diferente. 
Sempre fui uma mãe presente, até hoje. As meninas dizem que eu acostumei mal as babás. Um dia, por exemplo, fomos para a natação e eu esqueci de colocar as calcinhas das meninas e a cueca do Vinícius na sacola. Sou eu quem escolhe as roupas das crianças, não tem ninguém pensando por mim. Então, quando você acorda meio suretada, acontece essas coisas. Resultado: eles voltaram de fraldas para casa, embora já tenham deixado de usá-las. 
Enfim, é puxado prá caramba, é uma loucura, mas, quando você está certa de que é aquilo que você quer para a sua vida, fica mais fácil de levar. Eu quis ter filho antes do Willian. Quando ele dizia que também queria um filho, eu fazia o seguinte teste: você está preparado para levar criança à festinha aos domingos? Levar a um teatrinho infantil? E ele falava: acho que não. Então eu dizia, então não é a hora. Quando ele disse que topava fazer qualquer coisa por um filho, aí decidimos que já era a hora. Tem que ser assim, senão é um peso muito grande para um lado só. É claro que sempre acaba sobrando mais para nós mulheres, porque nós somos um bicho muito estranho. A gente, por mais que o marido colabore, sempre acaba abraçando mais e, muitas vezes, tirando o espaço dele. Depois não adianta reclamar. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Aborto retido: riscos de infecções

Queridas, olá!

Pena que não encontrei este artigo antes. Ela fala sobre os tipos de infecção comuns nos abortos retidos, explica origens, sintomas, precauções, etc. E claro, também fala de óbito embrionário/fetal de uma forma geral. Vale ler! E espalhar também!

http://www.misodor.com/APRESENTA/HEMORRAGIAS%20DE%20PRIMEIRO%20TRIMESTRE.pdf

IMPORTANTE: quando suspeitar de mau prognóstico da gravidez


Olá, queridas!

Sofri um aborto retido e quem quiser ler o relato sem vasculhar este blog que vos fala, acesse:


Agora minha maior bronca: eu poderia ter sido alertada sobre isso e evitar mais sofrimento… Se tivesse ciente do mau prognóstico da minha gestação, não teria feito sexagem fetal, não teria dado nome à menina, não teria comprado bercinho, balancinho, diversos itens de RN…Não faria tanta ‘festa’ com meus familiares e muito menos com os companheiros de trabalho… Quero q saibam q é possível SIM visualizar o mau prognóstico da gestação no 1º trimestre. E acredito q nos demais também, mas é preciso infelizmente ter SORTE de pegar um médico competente e atento. Vamos lá:

DADOS PARA OS QUAIS OS MÉDICOS DEVERIAM TER ME ALERTADO SOBRE UM MAU PROGNÓSTICO DA GESTAÇÃO...

As análises básicas são essas:


1. Análise do saco gestacional:

A presença de SG de contorno irregular, com ausência do sinal do “duplo saco decidual”, com forma alongada e de implantação baixa (heterotópica), se associam a péssimo prognóstico gestacional. Quando a estes dados adicionamos a presença de hematoma subcoriônico significativo (maior que 50%), poderemos esperar índices de abortamentos superiores a 95%. Outro ponto de fundamental importância é a identificação do SG pequeno para a data. A identificação ultra-sonográfica de SG menor do que o esperado para a idade gestacional, ou de crescimento reduzido em exames seriados, em gestações de 6 a 9 semanas, mesmo com atividade cardioembrionária presente, está associada a um pobre prognóstico gestacional, com índices de abortamento espontâneo superiores a 80%.Por outro lado, a presença de SG de tamanho, e/ou crescimento normais, com batimento cardioembrionário presente, em gestações de 6 a 9 semanas, se associam a bom prognóstico gestacional, com índices de abortamento espontâneo inferiores a 2%.
Obs.: Importante salientar, se pela USTV não podemos identificar o embrião em SG com diâmetro médio maior do que 20 mm, isto é um sinal de péssimo prognóstico gestacional, podendo tratar-se de ovo anembrionado.
MEU CASO: COM 5 SEMANAS E 2 DIAS, MEU SACO GESTACIONAL TINHA 6,4mm (deveria ter em média 10,0 mm), OU SEJA, CRESCIMENTO REDUZIDO.
COM 8 SEMANAS E 2 DIAS, MEU SACO GESTACIONAL TINHA 26,5mm (deveria ter em média 30,0 mm), OU SEJA, CRESCIMENTO REDUZIDO.
SITUAÇÃO: MAU PROGNÓSTICO.
...E NINGUÉM ME ALERTOU!

2. Avaliação do Índice do Saco Gestacional (ISG):
O Índice do Saco Gestacional (ISG) é obtido a partir da diferença entre o diâmetro médio do saco gestacional (dmSG) e o comprimento cabeça-nádegas do embrião (CCN). Trata-se basicamente de indicador matemático relacionado ao crescimento do saco gestacional e ao crescimento do embrião. Deve ser utilizado principalmente em gesta- ções entre 6 a 9 semanas.
A presença de ISG anormal, vale dizer, menor do que 5, está associado a péssimo prognóstico gestacional, com índices de abortamento superiores a 90%. A presença de índice anormal (< 5) mostra importante oligoidrâmnio de primeiro trimestre, o que na maioria das vezes se deve à grave e precoce insuficiência placentária, devido fundamentalmente à síndrome de má adaptação do trofoblasto, ou alguma aneuploidia.
Ao contrário, a presença de ISG normal, ou seja, maior que 5, se associa a bom prognóstico gestacional. 
MEU CASO: COM 5 SEMANAS E 2 DIAS NÃO FOI POSSÍVEL CALCULAR PORQUE NÃO ERA POSSÍVEL VISUALIZAR O EMBRIÃO (NORMAL NESSA ETAPA DA GESTAÇÃO). MAS COM 8 SEMANAS E 2 DIAS, MEU US MOSTROU:
- Diâmetro médio do saco gestacional (dmSG): 26,5mm (ABAIXO DA MÉDIA, busquem no Google)
- Comprimento cabeça-nádegas do embrião (CCN): 16,0 mm (ABAIXO DA MÉDIA, vejam tabela)
- Índice do Saco Gestacional (ISG): 26,5mm - 16,0mm = 10,5 mm
O ISG DEU 'NORMAL',  PORÉM DEVERIAM ATENTAR PARA O FATO DO dmSG e do CCN ESTAREM ABAIXO DA MÉDIA, OU SEJA, AVALIAR SOMENTE O RESULTADO DO CÁLCULO NÃO GARANTE QUE TUDO ESTEJA BEM... O QUE PROVA QUE A AVALIAÇÃO DEVE ESTAR PERFEITA EM T-O-D-O-S OS ITENS DE ANÁLISES BÁSICAS PARA PROGNÓSTICO DA GESTAÇÃO. 
SITUAÇÃO: BOM PROGNÓSTICO. (?????)

3. Avaliação dos batimentos cardioembrionários:
A prova mais precoce de uma gestação viável é quando observamos a presença de atividade cardíaca embrionária. Com o advento da USTV com transdutores de alta freqüência, conseguimos obter facilmente imagens da atividade cardíaca embrionária em épocas bem precoces. Na totalidade dos casos normais, pela via transvaginal, a avaliação do BCE já deve ser feita a partir da 6a semana de gestação (inclusive). A não- visibilização e registro do BCE em gestação maior ou igual a 6 semanas é indicativo de perda gestacional.
Vários autores referem que em embriões normais, a freqüência cardíaca é crescente da 5a semana (82 bpm) até a 9a semana (156 bpm). Em gestações de primeiro trimestre, a presença de bradicardias significantes se associa a elevados índices de perda gestacional.A partir da 6a semana de gestação, o achado de BCE menor que 85 bpm deve alertar para a possibilidade de morte embrionária com abortamento espontâneo.
O achado de BCE de 100 bpm a partir da 7a semana é indicativo de repetição do exame em 1 semana. No caso de observarmos freqüência cardíaca menor ou igual neste novo exame, devemos considerar a possibilidade de 97% para a ocorrência de morte embrionária com sucessivo abortamento. 
MEU CASO: COM 5 SEMANAS E 2 DIAS NÃO FOI POSSÍVEL REGISTRAR OS BATIMENTOS PORQUE NÃO ERA POSSÍVEL VISUALIZAR O EMBRIÃO (NORMAL NESSA ETAPA DA GESTAÇÃO). MAS COM 8 SEMANAS E 2 DIAS, MEU US MOSTROU:
- Frequencia cardíaca: 147 bpm
ATÉ AÍ TUDO NORMAL, O QUE PROVA QUE A AVALIAÇÃO DEVE ESTAR PERFEITA EM T-O-D-O-S OS ITENS DE ANÁLISES BÁSICAS PARA PROGNÓSTICO DA GESTAÇÃO. 
SITUAÇÃO: BOM PROGNÓSTICO. (????)

4. Avaliação da vesícula vitelina:
A vesícula vitelina se torna evidente na USTV a partir de 5 semanas de gestação, medindo neste momento cerca de 4 mm de diâmetro médio. A ausência de vesícula vitelina na USTV, na maioria das vezes, está relacionada a gestações anembrionadas.
Alterações na sua forma (alongada), contorno (irregular), ecotextura (hiperecogenicidade), ou diâmetro podem estar associadas a péssimo prognóstico gestacional, com elevados índices de abortamento espontâneo.
Vesícula vitelina apresentando diâmetro médio menor que 4 mm, ou maior que 10 mm, se associam a prognóstico ovular reservado.
Ferrazi e cols., estudando 845 gestações de primeiro trimestre, verificaram através do acompanhamento do desenvolvimento embrionário pela ultra-sonografia, que a rela- ção entre o volume da vesícula vitelínica e o comprimento-cabeça-nádegas (CCN) encontrava-se aumentada naqueles casos onde ocorreu óbito embrionário. Acreditam que isto deva-se ao acúmulo de substâncias nutritivas que não foram metabolizadas pelo embrião.
Lindsay e cols. utilizaram a USTV para estudar o desenvolvimento da vesícula vitelina em relação ao CCN e a média dos diâmetros do saco gestacional. Neste estudo, verificaram que o diâmetro da vesícula vitelina acima de dois desvios-padrão da média se correlacionou com desenvolvimento anormal do embrião, culminando com abortamentos, anomalias cromossômicas e malformações fetais. 
MEU CASO: COM 5 SEMANAS E 2 DIAS, MINHA VESÍCULA VITELÍNICA TINHA 1,6mm DE DIÂMETRO, DEVERIA TER NO MÍNIMO 2,4mm (e no máximo 4mm).
COM 8 SEMANAS E 2 DIAS, MINHA VESÍCULA VITELÍNICA TINHA 7,0mm DE DIÂMETRO, DEVERIA TER NO MÁXIMO 6,4mm.
CALCULANDO O VOLUME DA MINHA VESÍCULA VITELINA (VV):
VOLUME = 4 x 3,14 x (0,35)3 / 3 = 0,18cm3
A MINHA DEVERIA TER NO MÁXIMO 0,15 cm3 ATÉ O FIM DA 8ª SEMANA!!! LEMBRANDO QUE A MÉDIA É 0,08 cm3(vejam tabela).
SITUAÇÃO: PÉSSIMO PROGNÓSTICO, COM INDICAÇÃO DE ANOMALIA GENÉTICA.
...E NINGUÉM ME ALERTOU!


Exames para averiguar prováveis causas do aborto

Queridas, olá!

A médica do Primordia (Perinatal/Barra da Tijuca/RJ), centro de medicina reprodutiva no qual pretendo fazer minha FIV, me encaminhou para alguns exames para averiguar as prováveis causas do meu aborto. Isso aumentará as chances da FIV dar certo, pois caso seja identificado algum problema, será corrigido antes do procedimento.

Meu plano é Golden Cross, Supermed II. Do meu marido, Amil Medicus. (Ó meu deus, péssimos!)
Alguns exames não são cobertos pelo plano e não são feitos em qualquer unidade da rede de laboratórios escolhida (A MINHA FOI LABS D'OR), fiquem atentas aos meus comentários. São eles:

Para eu fazer:

1. FAN (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
2. ANTICORPOS ANTI TPO (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
3. ANTI TIREOGLOBULINA (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
4. ANTI CARDIOLIPINA IGM, IGG (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
5. ANTI COAGULANTE LÚPICO (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
6. PROTEÍNA S LIVRE (NÃO É coberto pelo plano, custa em média R$ 220,00 e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
7. PROTEÍNA C DA COAGULAÇÃO (coberto pelo plano e NÃO pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios, é necessário o mesmo possuir um equipamento que recebe o sangue na hora. Na minha rede de laboratórios, LABS D'OR, só em Botafogo. A coleta é apenas de 9h às 11h);
8. HOMOCISTEÍNA (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
9. FATOR II (GENE MUTAÇÃO PROTOMBINA) (NÃO É coberto pelo plano, custa em média R$ 95,00 e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
10. FATOR V (LEIDEN MUTAÇÃO) (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
11. MTHFR (METILTETRAHIDROFOLATO REDUTASE) (NÃO É coberto pelo plano, custa em média R$ 115,00 e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
12. HEPATITE B - HbsAg (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
13. HEPATITE B - ANTI HBS (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
14. HEPATITE C (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios); *VALE LEMBRAR QUE A ANS NÃO OBRIGA OS PLANOS DE SAÚDE A COBRIR ESSE EXAME (#peloamordedeus!). A GOLDEN COBRE, MAS A AMIL NÃO!
15. HIV (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
16. HTLV (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
17. CHAGAS (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios. A LABS D'OR só faz o IGG deste);
18. SÍFILIS - VDRL (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
19. CLAMÍDIA (IGG, IGM) (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
20. CARIÓTIPO BANDA G (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
21. FSH, LH, NO 2º/3º DIA DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO APÓS O ABORTO (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
22. ESTRADIOL, NO 2º/3º DIA DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO APÓS O ABORTO (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
23. PROGESTERONA, NO 2º/3º DIA DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO APÓS O ABORTO (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
24. PROLACTINA, NO 2º/3º DIA DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO APÓS O ABORTO (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
25. T4 LIVRE E TSH, NO 2º/3º DIA DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO APÓS O ABORTO (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios); * NO MEU HEMOGRAMA ANTERIOR FEITO PARA A GRAVIDEZ, MEU VALOR ERA 4,65mcUI/ml. Esta médica disse que, para quem quer engravidar, o ideal é o valor em volta de 3,00mcUI/ml. Minha GO não havia me dito nada, mas sobre a "sorte" de pegar bons médicos será tema de outro post.
26. CA 125, NO 2º/3º DIA DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO APÓS O ABORTO (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
27. VÍDEO HISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA, PARA INVESTIGAR PÓLIPOS, NO 7º/10º DIA DO CICLO DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO APÓS O ABORTO (não questionei se era coberto pelo plano pois vou dar preferência à casa, ou seja, Perinatal. O ginecologista que a realiza trabalha lá e tem parceria com a Primordia).

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Conversei com a médica sobre o tal do CROSSMATCH. Para quem nunca ouviu falar, é um exame que cruza informações sobre a imunidade do casal... O material que encontrei na internet diz que, se o casal for imunologicamente parecido, o resultado do laboratório é "negativo", ou seja, o sistema materno não produz anticorpos necessários para manter a gravidez. Daí se produz uma vacina com os linfócitos do marido, aplica na mulher até que o exame dê "positivo"... São 3 doses da vacina, doloridíssimas... Caso não surta efeito, serão aplicadas mais 2 doses gratuitas... Deu pra perceber que tanto o exame quanto as vacinas são caríssimas (exame por volta de R$ 3.000,00 e cada dose da vacina por volta de R$ 700,00).
A médica me disse que esse exame não tem comprovação científica, que nos EUA e Europa é proibido aplicar a vacina. Disse também que já fizeram testes com casais que tiveram muitos filhos, embora o resultado tenha sido "negativo". Disse que só 'libera' para a paciente fazer depois de muitas tentativas de FIV mal sucedidas e apenas como último recurso, apenas para a paciente não achar que não tomar a vacina foi a causa dos fracassos. E, claro, sempre deixando claro o posicionamento dela, q é bem incisivo: não concorda.

Para o meu marido fazer:

1. ESPERMOGRAMA COMPLETO, COM CULTURA + ANTIBIOGRAMA (este exame a médica pediu que fosse realizado na Primordia mesmo, pois é diferente dos que são feitos nos laboratórios da minha cidade, Rio de Janeiro. Então ele custa por volta de R$ 310,00);
2. CARIÓTIPO BANDA G (a AMIL dá uma de "joão sem braço" e diz que tem que especificar melhor ???? esse cariótipo, ou seja, custa em torno de R$ 315,00);

3. HEPATITE B - HbsAg (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
4. HEPATITE B - ANTI HBS (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
5. HEPATITE C (NÃO É coberto pelo plano, custa em média R$ 50,00 e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios); *VALE LEMBRAR QUE A ANS NÃO OBRIGA OS PLANOS DE SAÚDE A COBRIR ESSE EXAME (#peloamordedeus!). 
6. HIV (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
7. HTLV (NÃO É coberto pelo plano, custa em média R$ 38,00 e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
8. CHAGAS (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios. A LABS D'OR só faz o IGG deste);
9. SÍFILIS - VDRL (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios);
10. CLAMÍDIA (IGG, IGM) (coberto pelo plano e pode ser realizado em qualquer unidade da rede de laboratórios).

Nooooossa! Caros demais $$$$$$$! Vou fazer todos dia 03/10.

Agora a parte mais pesada:

A FIV em si, ou seja, estimulação, coleta de óvulos e transferência de embriões custa por volta de R$ 10.500,00, à vista ou em 2 vezes com diferença de 20 dias.
As medicações custam por volta de R$ 8.000,00.
Caso queira fazer biópsia embrionária, custa em média R$ 6.000,00 para até 4 embriões e a partir disso, R$ 1.500,00 por embrião.
Eu até que queria fazer a biópsia devido à má formação na minha primeira gestação, mas a médica me disse que existe uma chance de 7% de perder o embrião. Além disso, me informou também que os embriões selecionados para implantação geralmente são os mais saudáveis e que é muito difícil nascer algum bebê com anomalias, pois o próprio organismo se encarrega de expulsá-los, eles raramente vingam.

Ainda não sei quando será minha próxima consulta, mas adianto que levará mais de 1 mês, pois alguns exames levam até 30 dias para ficarem prontos, o cariótipo da banda G é um deles. Assim que tiver notícias, prometo postar.

Queridas, estou aqui para responder qualquer dúvida e conversar. Beijos!

Ultrassom após abortamento

Post do BCB, escrito em 26/09/2012:


Fiz o US transvaginal para verificar se havia restos ovulares depois do aborto e ESTÁ TUDO LIMPINHO!!!! Eba! O endométrio tá fininho, com 4mm! Vale lembrar que depois do dia 19/09, data q postei meu último diário clínico, não tive mais nada de sangramento, nada mesmo, nem vestígio ao limpar o xixi.

Aproveitei q estava na Perinatal/Barra da Tijuca/RJ para este US e pedi para ser encaixada para uma consulta com o especialista do Centro de Medicina Reprodutiva de lá, o Primordia, parceiro do Huntington de SP. E consegui! Depois de uma conversa super esclarecedora com a médica, decidi realmente pela FIV, embora tenha sido minha primeira gravidez/aborto. Vou explicar meus motivos:
1. Tenho 39 anos e demorei 8 ciclos para engravidar. Tenho ciência q minha fertilidade está em franca decadência, respeito as pesquisas e as estatísticas. Não quero esperar mais 1 ano, minha taxa de fertilidade certamente estará bem mais baixa.
2. Retomei o sonho de ter 4 filhos! hahaha E se for naturalmente não vai rolar! Fazendo a FIV, se tudo der certo, tenho chances de congelar uns filhotinhos pra quando minha vida tiver mais estabilizada financeiramente... Meu marido está tentando a magistratura e tenho fé q daqui uns anos vamos poder criar essa prole $$$$ haha
3. Como os embriões selecionados terão qualidade, as chances de má formação são pequenas, então aquela ansiedade dos USs já serão amenizadas...
4. Correr o 'risco' de ter mais de um bebê!!! Ui!!!!!

Isso tudo, claro, se tudo der certo na FIV, né??

Mas, meninas... Como é importante a gente ter a sorte de pegar um médico competente. Vou explicar uma coisa muito séria pra vcs: nessa consulta, a médica me pediu todos os exames e USs anteriores para ela poder me encaminhar para outros que possam rastrear as possíveis causas do meu aborto, o q aumenta as chances da FIV dar certo. Observando o US q eu fiz com 8 semanas e 2 dias, ela fez uma cara feia e me perguntou se a médica do US ou minha GO tinham me falado algo sobre as chances do mau prognóstico da minha gestação. Olhei arregalado, claro q nenhuma das duas havia me falado nada! Eu estava super contente de ter ouvido o coraçãozinho da minha nenê...E olha q eu questionei bastante na época, perguntei do tamanho do embrião, se havia algo de anormal, etc.. E a resposta foi q não, q tava tudo bem, q era um embrião compatível com a idade gestacional e outras coisas positivas q a gente escuta qdo tudo vai bem... E foi aí q eu decidi fazer a sexagem fetal, pois havia determinado q só faria após escutar o coração do bebê após a 8ª semana...Poxa! :(
Esta médica da FIV me alertou para um número nessa US da 8ª semana: o tamanho da vesícula vitelínica, 7 mm. Isso era um IMPORTANTE indicativo de graves problemas, má formação de origem cromossomial e provável breve óbito do embrião. Fiquei pasma, pq não sabia disso. Ao mesmo tempo fiquei um pouco aliviada, pq é bem provável q a causa do aborto não seja aloimune ou autoimune... Mas, gente, q médicas são essas q não me alertaram do mau prognóstico? Fiquei brava.
Dos exames q vou fazer para rastrear as possíveis causas do aborto, muitos não são cobertos pelo plano...